[CRÔNICA] Meios amigos, Meios trabalhos e Meios amores

Metade
é um termo subjetivo de uma divisão a dois. Na prática a divisão sempre
é desigual. Num relacionamento as pessoas deveriam se dedicar
totalmente e igualmente para que se torne a metade de um todo junto com o
outro e não é assim. 
Na amizade o mesmo deveria acontecer. 
Sem meias palavras como saberíamos que a outra parte está se dedicando totalmente para que dê certo?
Não
tem como, ficamos de mãos atadas e reféns da confiança depositada entre
as partes até perceber que um dos lados não se dedica o suficiente para
que dê certo. Isso ocorre porque algumas metades acaba investindo cada
vez mais nas relações e as vezes a outra parte, que era igual no começo,
passa a ficar defasada.
Ultimamente
percebo que as pessoas, com medo disso acontecer, acabam investindo
cada vez menos nas relações interpessoais. Cada vez menos grupos de
amizade sincera e verdadeira com um convívio constante. 
E
isso chega as relações profissionais. No passado, as pessoas
trabalhavam e se dedicavam o sem melhor para apresentar um trabalho de
qualidade, hoje nem tanto. O que me parece é que as pessoas estão se
contentando em ter as coisas em menores qualidades desde que seja mais
rápida. 
As
analogias com as imagens, com os vídeos, com as tecnologias e tem
pessoas que se contentam em assistir um longa-metragem na telinha de 4
polegas no celular com um fone de ouvido. 
Foi-se
uma época onde os rituais ditavam os relacionamentos com tudo. Hoje as
pessoas não querem se envolver, se arriscar, se dedicar de fato nos
relacionamentos.
Mal
conseguem dar atenção a um determinado assunto. Quem dera dar atenção a
uma relação que tem que tratar, negociar, cobrar e ceder em
determinados assuntos?
O que vale é a reflexão!
Mas se couber uma sugestão: não aceite meios amigos, meios trabalhos e meios amores!

Luiz Montanha

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