Tico pelo Mundo: Esquecer

A vida é um fio e parece que a gente sempre se esquece.

Deve ser uma estratégia emocional, ESQUECER..

Como seria se nos tocássemos diariamente que vivemos por um fio?

Medo. Talvez esse seria o sentimento mais recorrente a todo ser humano. A verdade é que não precisa pensar, tem somente que viver como um fio, nesse fio, por um fio. Porque é a mais pura verdade dessa doce ilusão que é viver.

A gente vive pra ter. 

Mas ter o que? pra quê?

Vivemos pra vencer.

Mas vencer o quê? Tudo só faz sentido quando é para vencermos a nós mesmos. Dia pós dia.

Dizem que é um dia a mais, mais um dia. Desconfio, acredito que seja um dia a menos.

Ninguém seria tolo de gritar: vamos lá, pra menos um dia!

Talvez com essa consciência amássemos mais. Ainda nessa linha, talvez as pessoas se importassem mais com a forma afetiva que tratamos o outro.

Ou não. Tudo é ponto de vista!

Temos o agora. Só o hoje. O que eu vou fazer isso?

Lutar para que seja pelo menos o meu melhor momento. Que fique o meu melhor sorriso e a minha melhor palavra de compreensão.

Que fique meu ombro amigo e também as minhas desilusões.

Afinal, a gente é feito de tudo isso. de turbilhões de sensações.

Nenhum fotógrafo ainda foi capaz de registrar o que se passa na nossa mente. Ainda bem.

Amostra fotográfica de pensamentos alheios seria uma loucura.

Ou talvez, loucura seria suportar o dia-a-dia –como já dizia Belchior.

Mas a gente segue.

Persegue.

Tem dias que somos.

Tem dias que fingimos.

Somos alguém?

somos alguma coisa?

Não somos nada.

Mas dentro dos destroços e dos terremotos pessoais, vamos indo, existindo, sacudindo e sorrindo.

A gente guarda o amor pra curar a dor: do mundo, dos outros e de nós mesmos.

E no final tudo? Esqueci…

Texto: Amailson Vieira / Luiz Montanha

 

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